quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Na minha mente e no meu coração - 27/01/2010

Poema dedicado a uma pessoa especial, que embora distante de mim hoje em dia, nunca deixou de ser essencial pra mim.

Poucas palavras pra descrever meu amor por ti, e o tempo jamais seria suficiente
Há pouco tempo atrás não me imaginaria longe de ti
A vida nos leva por caminhos diferentes, e as escolhas que fazemos às vezes custam caro, e poucas pessoas existem pra amenizar a dor de tal escolha
Lembro-me perfeitamente de como te conheci, num relance lá estava você
Sentimento confuso de necessidade e inquietação me domina quando você pelos meus pensamentos anda
Embora seja difícil expressar o que sinto por ti, palavras nunca faltaram, elogios nunca me fugiram e motivação sempre houvera aos montes
Quantas vezes as más línguas tentaram me afastar de ti... E quantas vezes me senti sozinho, em meio a multidões, clamando pela tua presença pra me fazer sentir melhor.
Numa trajetória em que cruzamos com tantas pessoas, e trilhamos tantos caminhos, ninguém se manteve tanto tempo habitando a minha mente e o meu coração
Independente da distancia, dos amores, das cruzes que carregamos ou das situações embaraçosas
É sempre bom saber que em você encontro um porto seguro.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Tragédia eminente - 05/01/2010

Difícil acreditar que você não está aqui.
Quando o que temos de melhor falha, e a felicidade que agente tanto correu atrás decide optar pelo caminho de pedras ao invés da calmaria, o que fazer?
Você enlouquece?
Você amadurece?
Você reclama?
Você chora?
Eu não faço nada. Por quê?
Tantas pessoas dizem priorizar o amor próprio, deviam priorizar dizer a verdade.
Doa a quem doer, soa melhor uma martelada na cabeça vinda de frente do que pelas costas, e isso é uma lição que geralmente dói muito quando agente aprende.
Difícil acreditar que você não está aqui.
Difícil acreditar que eu poderia ter jogado sujo, mesmo sem precisar mentir.
A verdade nua, exacerbadamente simples estampada na face de cada um... O que você fez?
Você enlouqueceu? Não.
Você amadureceu? Não.
Você reclamou? Muito.
Você chorou? Talvez.
Pergunto-me onde está o amor próprio que você tanto pregou enquanto assisto essa tragédia eminente.
E no final o que vai restar? Pra mim? Pra você?
Nada.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Mãos Atadas, 01/01/2010

Chuva fina, tempo quente.
Dirigindo devagar, lá esta ela.
Vestida com o sorriso pelo qual eu cometeria qualquer crime, ela se aproxima, e debaixo daquele guarda-chuva, admiro tudo que desejo naquele momento.
Tão meiga, tão linda, tão distante das minhas possibilidades.
Como posso te alcançar, como posso fazer parte dos seus pensamentos?
Se soubesses o quão ruim é guardar dentro de mim esse sentimento tão grande
Peça! Por você eu faço!
Quando chorar, clame pelo meu abraço, eu nunca te negarei.
Quanto mais penso em te ignorar, você veste esse sorriso que me devasta, e mais uma vez me encontro indefeso perante sua majestade.
Tudo é injusto, na sua presença cito besteiras uma, duas, três vezes.
A conversa não toma rumo, minhas pernas tremem.
Você nem se foi, e a saudade já destrói meu peito... Que precisa tanto do seu carinho a ponto de ignorar laços que significam mais que tudo.
Mais uma vez você se vai, e aqui fico eu, assistindo você partir de mãos amarradas.
Esperando você entender que somos o balsamo pras chagas um do outro.